Há pessoas que nos roubam…
Há pessoas que nos devolvem…!Padre Fábio de Melo

Existem sim! Pessoas que nos sugam com ‘canudinhos’, exaurem nossas forças, roubam ‘nossa alma’.

O que é ter a alma roubada ou perdida? 

“A perda de alma é como uma sensação de vazio, ou uma sensação de que você não consegue mais ser a mesma pessoa de novo depois do trauma ou de uma relação que fracassou”.

(Rowland Barkley, xamã australiano)

Vampiros emocionais: quem lhe sugou ou suga a energia?

E se lhe dissessem que os vampiros, afinal, existem? Não dormem em caixões nem nos sugam as carótidas: pior, sugam-nos vitalidade, deitam-nos abaixo, destroem-nos. Saiba já como descobri-los e como se defender deles. (Catarina Fonseca/Activa | 02 Set. 2009)

Vampiros emocionais

Psicólogo americano ensina a lidar com os vários tipos que sugam sua energia no amor e no trabalho

Maurício Oliveira

Desde que o lendário conde Drácula ganhou vida na literatura e no cinema, reconhecer e identificar um vampiro passou a ser um esporte estimulante e divertido, já que sua pálida figura de dentes caninos salientes não se reflete em espelhos nem se deixa flagrar durante o dia. O psicólogo americano Albert Bernstein se esforçou para dar sua contribuição, e o resultado pode ser conferido a partir desta semana, com o lançamento do livro Vampiros Emocionais pela editora Campus, tradução da obra lançada no final do ano passado nos EUA. Consultor de empresas, ele se especializou em dar conselhos sobre como lidar com pessoas difíceis. Esse mesmo tema transformou dois de seus livros anteriores – Dinosaur Brains (Cérebros de Dinossauro, 1989) e Neanderthals at Work (Neandertais no Trabalho, 1992) – em best-sellers do segmento de auto-ajuda nos Estados Unidos. Agora, ele rastreia a presença de morcegos em forma de gente na vida da sociedade atual, particularmente nas relações amorosas e corporativas, trazendo diretrizes bem-humoradas para você sair ileso do convívio com pessoas que, segundo o psicólogo, possuem sérios distúrbios de personalidade.

De dia ou de noite, o mundo continua a ter uma boa cota de habitantes mesquinhos, invejosos ou inescrupulosos, no lar, no bar, no clube ou no escritório. Bernstein descreve com detalhes os cinco tipos mais comuns de vampiro, alertando para suas características específicas e sugerindo estratégias de convivência segura. Um deles é o vampiro inconstante, aquele que não assume compromisso com ninguém e com nada, namora todo mundo e vive trocando de emprego. O narcisista se acha o máximo, obviamente, e adora pisar nas pessoas. Outros tipos são o teatral, o obsessivo e o paranóico, numa adaptação livre dos termos empregados pelo autor (confira no quadro abaixo). Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os vampiros emocionais sentem-se ameaçados por experiências comuns, como o tédio, a incerteza e a responsabilidade, Bernstein define.

Todo mundo tem um pouco de vampiro, mas o problema começa quando vários atributos comprometedores se concentram numa mesma pessoa. O autor criou testes para ajudar o leitor a descobrir se está convivendo com criaturas das trevas. Há pessoas que se enquadram de imediato num dos tipos descritos. Outras são híbridas – misturam atributos de duas ou mais espécies. Um alerta decisivo é que não adianta tentar mudar o jeito de ser dos dráculas, porque eles possuem traços psicológicos muito arraigados. O máximo que se consegue é domesticá-los. E, ainda assim, convém manter aberto um dos olhos durante a noite. A única forma de torná-los inofensivos é sintonizar as próprias necessidades com as deles. Nesse caso, podem até se transformar em trabalhadores exemplares e companheiros amorosos. Mas a vigilância precisa ser constante. Basta que as necessidades entrem em ligeiro conflito para que tudo mude.

Uma característica freqüente entre os vampiros emocionais é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço da própria mãe e de quem mais estiver por perto. A descrição de Bernstein vale tanto para o colega de trabalho que se acha o sujeito mais inteligente do mundo quanto para aquela vizinha que sorrateiramente vigia cada um de seus passos. Como as crianças de colo, os vampiros imaginam que os outros existem apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro. “As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os vampiros emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de 2 anos para definir limites”, ensina Bernstein. Com a diferença de que os bebês não têm caninos afiados para enterrar em sua jugular.

(VEJA ON-LINE. Edição 1689 – 28 de fevereiro de 2001. Copyright 2001
Editora Abril S.A
)

Proteja seu pescoçoAqui vão cinco categorias de vampiros e os meios de enfrentá-los, em um roteiro adaptado da obra do psicólogo Albert Bernstein
  Tipo de vampiro Como viver com ele
Inconstante Tem dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso. Está sempre à procura de novos parceiros amorosos e é instável na vida profissional. Alimenta-se da dedicação das pessoas, mas costuma abandoná-las ao considerar que se tornaram monótonas ou que já deram o que tinham para dar Dê crédito apenas a seus atos, e não às promessas. Não aceite suas desculpas intermináveis. Estabeleça regras para a convivência e punições em caso de desvio. Se flagrá-lo mentindo ou desrespeitando normas, conteste com firmeza
Teatral Cada palavra e cada gesto são cuidadosamente planejados, como se vivesse o tempo todo no palco. Faz de tudo para se colocar no centro das atenções. Bajula os superiores com rara habilidade. Tudo isso o faz parecer inofensivo, mas é justamente a estratégia para sugar a confiança alheia. Ao conseguir, está pronto para puxar seu tapete Jamais o transforme em confidente e não se ofereça para sê-lo. Esteja atento para prováveis segundas intenções em tudo que ele faz ou fala. Elogie-o de vez em quando, pois o aplauso o mantém sob controle – mas não a ponto de parecer seu fã número 1
Narcisista Acha que é a pessoa mais inteligente e talentosa da face da Terra. Persegue com afinco os símbolos do status e do poder. É ríspido e esbanja auto-suficiência. Quando está por cima, pisa nos de baixo. Nutre-se da destruição da auto-estima alheia, o que o ajuda a projetar-se para o alto Não perca tempo tentando convencê-lo de que ele cometeu um erro, pois negará até a morte. Não dê crédito aos feitos grandiosos que relata. Não espere favores gratuitos, ele sempre vai querer algo em troca
Obsessivo Presta atenção nos mínimos detalhes para tentar flagrar os outros em contradição. Não admite pequenos erros ou falhas e sente grande prazer em apontá-los. Deseja que todos se tornem igualmente perfeccionistas e inferniza o cotidiano de quem resiste ao adestramento. Voa no pescoço das pessoas próximas para extrair-lhes o que há de mais sagrado: a liberdade e a tranqüilidade Nunca critique a virtude da qual ele mais se orgulha: a busca da perfeição. Nas discussões, evite entrar nas minúcias, pois são sua especialidade. Não conte a ele seus pequenos desvios do cotidiano, do tipo “liguei para o chefe dizendo que estava doente”
Paranóico Desconfia que está sendo traído e que há segundas intenções por trás de tudo que os outros fazem ou dizem. Para ele, nada na vida é óbvio ou simples. Essa mania de perseguição obriga as pessoas com as quais convive a ser cuidadosas ao extremo. Assim, consome lentamente a paciência dos outros Ao falar, evite metáforas, ironias e figuras de linguagem – seja o mais claro possível. Não se submeta ao jogo de ter de provar lealdade a todo momento, respondendo a perguntas absurdas. Jamais admita que mentiu ou escondeu a verdade, pois isso nunca sairá da cabeça dele

VAMPIROS EMOCIONAIS: COMO LIDAR COM PESSOAS QUE SUGAM VOCE

Albert Bernstein TIPOS DE VAMPIROS EMOCIONAIS – OS PARASITAS DA ALMAVAMPIRO BONZINHO: O psicólogo americano Albert Bernstein definiu no livro "Vampiros emocionais" os tipos mais comuns de parasitas da alma. Entre eles está o vampiro-bonzinho, aquele que faz tudo para você sem que peça ou sequer queira que ele faça algo. Você se torna obrigada a retribuir tantas gentilezas. Quando se dá conta, tornou-se escrava desse parceiro tão "bonzinho", fazendo tudo o que ele quer.

VAMPIRO DEPRESSIVO: Esse está sempre de astral baixo e exige, de forma direta ou indireta,que você o anime num passe de mágica. Para o psicanalista Gley Costa,todo ser humano apresenta em sua conduta aspectos amorosos não amadurecidos, revelando fixações em etapas infantis do desenvolvimento, como, por exemplo, o amor possessivo, aquele que exige do outro uma satisfação plena e permanente,representando uma forma de vampirismo emocional.

VAMPIRO INIMIGO DO PEITO: Para o psicanalista José Renato Avzaradel, as histórias de vampiro despertam tanto interesse justamente porque todos nós tivemos a experiência de nos alimentarmos do corpo de outra pessoa. A psicanálise,segundo ele, aponta para uma relação entre a amamentação e o vampirismo. Nas duas situações, um ser humano tira o seu alimento de outro ser humano. Mas no caso do vampirismo essa alimentação se dá com uma grande dose de destrutividade, na qual o objeto que alimenta é destruído para prolongar a vida indefinidamente.

VAMPIRO ROCK'N'ROLL: Estes adoram farra, segundo o americano Albert Bernstein. São os mais sensuais, entusiasmados e divertidos. As pessoas se afeiçoam a eles rapidamente e são enganadas na mesma velocidade. Fora a diversão passageira, não têm nada a dar, mas vão tomar o que puderem para manter a sua euforia.

VAMPIRO NARCISISTA:Esses têm um ego enorme, segundo Bernstein, mas são pequenos em todo o resto. Eles são arrogantes, se acham o máximo e não vêem ninguém. Querem sempre elogios e reconhecimento e usurpam para si a glória dos outros. No fundo, têm uma auto-imagem extremamente negativa e se consideram piores que todo mundo.

VAMPIRO CONSUMISTA: Como não conseguem afeto, esses querem coisas e jamais estão satisfeitos com o que recebem dos outros. O dinheiro tem uma importância vital, mas ele nunca será suficiente. Está sempre faltando, para desespero do parceiro, que não vai satisfazer suas necessidades, ainda que seja um multimilionário.

VAMPIRO VÍTIMA: É aquele que se faz de coitado e de infeliz para manipular os incautos à sua volta.
(VEJA ON-LINE. Edição 1689 - 28 de fevereiro de 2001. Copyright 2001
Editora Abril S.A.
).

 

O LADRÃO DE ALMAS

Ele colocou a mão nas águas de um rio caudaloso e de lá tirou um diamante misterioso que refletia a face daquele homem, pálida e espantada.
Resolveu levo-lo consigo para analisá-lo melhor no dia seguinte, pois a noite já tomava conta do vale.
Ele dormia num celeiro cheio de palhas e após juntar algumas palhas para formar um travesseiro, guardou o diamante num dos bolsos e dormiu, a principio um sono agitado e depois num sono profundo.
Pela madrugada acordou estupefato, pois o diamante brilhava intensamente, ele estava com muito medo, jogou o diamante para longe, tentava tampar os olhos, mais o brilho acabou por devorá-lo e sua imagem ficou presa dentro do diamante.
Após um longo silêncio, um pouco antes do amanhecer, o diamante, como se tivesse vida e foi rolando ao sabor do vento, até chegar à beira do rio, onde se jogou, pois aguardava outra pessoa, para roubar-lhe a alma, pois sua beleza vinha de roubar as almas dos desventurados que o encontrasse.
                                                          ***
Livros sobre o assunto:
 
Álvaro Cardoso Gomes

 

 

Uma resposta to “ALGUMAS HISTÓRIAS DE MULHERES E SUA “FAMÍLIA-VAMPIRO”: Você tem uma história igual ou conhece alguém com uma destas? Registre aqui, com certeza, teremos um belo “documentário” vivo!”

  1. Paulo said

    Todo santo dia, tenho necessidade de algum ritual para equilibrar as minhas energias e agora entendo porquê. A minha mulher é vampira, a minha sogra então, só lhe falta a capa e os caninos afiados! Os meus pais e irmãos também viraram vampiros. A minha vida dava um romance, talvez um best seller!
    Também é verdade que quando eles nos “mordem” também podemos ficar infectados… Felizmente tenho consciência disso e paro na hora. Li algures que as guerras mais ferozes dão-se no seio das próprias famílias. Como é possível sermos invejados pelos nossos próprios pais e irmãos?! Há muitos casos assim.

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