abril 19, 2010

‘Vasculhando dentro de nós mesmas e com as trocas aqui partilhadas, quem sabe possamos saber melhor, as mulheres que somos e por que nos colocamos no rol das ‘sem lugar’, ‘sem tempo’ e ‘sem quietação‘. Que possamos ainda ter idéias mais claras sobre  em “que espelho ficou perdida nossa face” e sobre quem nos roubou e nos rouba de nós mesmos a nos tornarmos muitas vezes depressivas, noutras, acometidas de uma sensação de vazio enorme, sem ‘eixo’, ‘sem chão’, como ‘peregrinas a voar nas asas de uma desassossegada incompletude ou solidão’!
 
 

A natureza recusa o vazio. (Plutarco).

Vazios alados!

 

 

 

Eu…  Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber por quê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

 “Caminhando contra o vento. Sem lenço, sem documento…”

Hello world!

abril 17, 2010

Olá, você, mulher da década de 1940 ou 1950! Quem é você? Já encontrou a ponta do fio que produziu essa tecitura que é você mesma? Se encontrou e está realizada, ótimo, parabéns! Se não encontrou e vive em constantes sobressaltos de vazios inexplicáveis, inquietações e estranhezas, este é um espaço para que vasculhemos ‘o universo de palha feminino’ e lá encontremos uma agulha que nos permita encontrar senão um início, mas, pelo menos, um fragmento inicial que nos ponha em chão firme, pelo menos por alguns instantes. Vamos nesta aventura? O mínimo que nos pode acontecer, é andarmos às voltas como o cachorro atrás de seu próprio rabo. Mas, quem sabe encontremos ‘nossa essência fragmentada’ e possamos criar pontes aqui, ali e lá e sabermos mais de nós, sobretudo, de nossos espaços em branco!

Razões de meus vazios inquietos!

Mulheres de 40 e 50!